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sexta-feira, 4 de abril de 2025

TODO CUIDADO COM AQUELA SENHORA QUE FOI ESTUPRADA PELA GRÃ-BRETANHA

As Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860) entre a China e a Grã-Bretanha tiveram consequências significativas e duradouras para ambos os países, mas especialmente para a China. Aqui está um resumo das principais consequências:
Para a China:
 * Humilhação Nacional e Erosão da Soberania: A derrota em ambas as guerras expôs a fragilidade militar e tecnológica da China Qing diante das potências ocidentais. Os tratados impostos foram considerados "tratados desiguais" pelos chineses, pois foram negociados sob coação e concederam extensivas vantagens aos britânicos e outras potências estrangeiras. Isso gerou um profundo sentimento de humilhação nacional que perdurou por décadas.
 * Abertura Forçada ao Comércio Estrangeiro: A China foi forçada a abrir diversos portos ao comércio estrangeiro, incluindo Cantão (Guangzhou), Xiamen, Fuzhou, Ningbo e Xangai, através do Tratado de Nanquim (1842) e do Tratado de Tianjin (1858). Isso rompeu com a política tradicional chinesa de comércio limitado e controlado.
 * Legalização (Eventual) do Ópio: Apesar da proibição inicial chinesa que desencadeou a primeira guerra, o comércio de ópio, embora inicialmente ilegal, acabou sendo legalizado após a Segunda Guerra do Ópio, conforme estipulado nos Tratados de Tianjin. Isso perpetuou os graves problemas sociais e de saúde relacionados ao vício em ópio na China.
 * Perda de Território: A China foi obrigada a ceder a ilha de Hong Kong à Grã-Bretanha "em perpetuidade" pelo Tratado de Nanquim. Posteriormente, outras concessões territoriais e esferas de influência foram estabelecidas por potências estrangeiras em diversas partes da China.
 * Indenizações de Guerra: A China teve que pagar pesadas indenizações à Grã-Bretanha ao final de ambas as guerras, onerando ainda mais a economia chinesa.
 * Concessões de Extraterritorialidade: Cidadãos britânicos (e posteriormente de outras nações) que viviam nos portos abertos na China ficaram sujeitos às leis de seus próprios países e não às leis chinesas, através do princípio da extraterritorialidade. Isso minou a autoridade legal chinesa em seu próprio território.
 * Permissão para Missionários Cristãos: Os tratados também forçaram a China a permitir a entrada e a livre atuação de missionários cristãos, o que gerou tensões sociais e culturais.
 * Criação do Ministério de Negócios Estrangeiros: Após a Segunda Guerra do Ópio, a China foi compelida a criar um ministério específico para lidar com assuntos estrangeiros, sinalizando uma mudança em suas relações internacionais.
 * Desestabilização Interna: As derrotas nas guerras e as concessões feitas às potências estrangeiras contribuíram para o crescente descontentamento interno, que culminou em grandes rebeliões como a Rebelião Taiping (1850-1864), que enfraqueceu ainda mais a Dinastia Qing.
Para a Grã-Bretanha:
 * Expansão do Comércio e Lucros: A Grã-Bretanha alcançou seu objetivo de expandir o comércio com a China, especialmente o lucrativo comércio de ópio (inicialmente ilegal, depois legalizado). Isso impulsionou a economia britânica.
 * Abertura do Mercado Chinês: A Grã-Bretanha forçou a abertura do vasto mercado chinês para seus produtos, embora a penetração total tenha sido gradual.
 * Aquisição de Hong Kong: A posse de Hong Kong forneceu à Grã-Bretanha uma importante base comercial e estratégica no sudeste da Ásia.
 * Aumento da Influência Global: As vitórias militares sobre a China fortaleceram a posição da Grã-Bretanha como uma potência imperial dominante no cenário mundial.
Em resumo, as Guerras do Ópio marcaram um ponto de inflexão na história da China, iniciando um período de crescente influência e exploração por potências estrangeiras e contribuindo para o declínio da Dinastia Qing. As consequências dessas guerras moldaram profundamente a China moderna e deixaram um legado de ressentimento em relação ao imperialismo ocidental. Para a Grã-Bretanha, as guerras representaram um sucesso em termos de expansão comercial e influência, mas às custas da soberania e da estabilidade da China.

Morais comanda a injustiça


Por Ana Maria Cemin

CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA NO PAPUPA

Anistia  4 de abril de 2025


Ana Maria Cemin – 04/04/2025

Foram dadas 48 horas para o Instituto Médico Legal (IML) se manifestar sobre a saúde do preso político Jorge Luiz dos Santos, que está às véspera de entrar na terceira idade. Isso foi em 26 fevereiro e a ordem é do ministro Moraes. Estamos em 4 de abril e nada aconteceu!

O IML precisa completar um laudo que já tem pareceres de vários médicos sobre a urgência da cirurgia de coração de Santos: ele tem uma bomba-relógio no seu peito.

O assunto vem sendo tratado com total descaso desde 13.11.2024, quando foi soliticitado que passasse por uma junta médica. Depois foi autorizada a saída do preso político em 17.12.2024 para ser tratado e examinado no Hospital Isocardio. Na sequência, em 12.02.2025, a Secretaria da Administração Penitenciária do Distrito Federal informou ao STF sobre a conclusão dos exames e que seria necessária mais uma etapa: passar pelo IML para o laudo final.

Que tal? Não é um absurdo?

Depois de ter escrito três outra matérias sobre a gravidade da doença desse homem, que foi a Brasília sem nenhuma outra intenção a não ser orar pelo Brasil, me sinto sem saída. O que mais escrever? Então pego emprestado o título de um livro do Gabriel García Márquez (Crônica de uma morte anunciada) não para contar uma ficção, mas para falar de uma realidade absoluta: o pastor Shalon, condenado pelo STF e que está preso no Papuda desde 8.01.2023, vai morrer. Sua pressão está em 17×19, mesmo tomando medicação.

No site você lê a história real que contei em primeira voz, para que você conheça esse pai de cinco filhos.

www bureaucom.com.br

Você acredita ser possível conquistarmos a anistia para esses inocentes ainda nesse ano?
                    https://www.instagram.com/p/DICEMsQu6Av/?igsh=cmVjem5zcnVqa29j